Quais são as novas regras da OAB para o uso de IA na advocacia?
A OAB proíbe IA autônoma e exige supervisão humana e registro em petições.
Como a IA impactou o mercado de LegalTech em 2025?
O mercado cresceu 45%, com 62% dos advogados usando IA para pesquisa e redação.
Quais são os principais desafios para escritórios de advocacia com as novas regras?
Os desafios incluem integração tecnológica, capacitação e conformidade regulatória.
O que é ghostwriting e como as novas regras o afetam?
Ghostwriting é o uso de IA sem autoria declarada, agora sujeito a sanções pela OAB.
O ano de 2024 marcou o início do hype em torno da inteligência artificial (IA) na advocacia brasileira, com escritórios entusiasmados para adotar automações que prometiam ganhos em eficiência. Entretanto, em 2025, o cenário mudou radicalmente com a publicação da Resolução nº 06/2025 pela OAB e do Provimento nº 145/2025 pelo CNJ. Essas normas impuseram limites claros: a IA “autônoma” em atos advocatícios foi proibida, passando a ser obrigatória a supervisão humana e o registro de todos os usos de IA em petições. Além disso, o chamado “ghostwriting”, ou uso da IA sem autoria declarada, passou a ser alvo de sanções. Diante dessa nova realidade, os escritórios precisam adaptar seus processos para continuar usando IA sem incorrer em infrações éticas e legais.
O aumento do mercado de LegalTech e o crescimento exponencial da IA na advocacia
O mercado de LegalTech no Brasil voltou a crescer significativamente em 2025, impulsionado pelo avanço das tecnologias baseadas em IA. Dados da FGV Direito SP indicam que a adoção de IA entre escritórios de médio e grande porte aumentou 45% no último ano.
Atualmente, 62% dos advogados utilizam ferramentas de IA para atividades como pesquisa jurídica e redação de petições, o que revela uma transformação substancial na rotina jurídica.
Essa expansão, no entanto, não é homogênea. Escritórios maiores tendem a investir mais em soluções complexas de IA, capazes de integrar diversas etapas do processo jurídico. Já os escritórios menores enfrentam barreiras financeiras e estruturais para implementação dessas tecnologias.
Parcerias e plataformas democratizadoras buscam mitigar essa desigualdade, mas o Sudeste concentra cerca de 70% das adoções.
O incremento significativo no uso da IA traz desafios relacionados à integração tecnológica, capacitação da equipe e adequação às exigências regulatórias recentes. Contudo, o investimento em IA mostra-se cada vez menos opcional para manter a competitividade no setor jurídico.
| Categoria do Escritório | Adesão a IA (%) | Uso principal da IA |
|---|---|---|
| Médio e Grande Porte | 62% | Pesquisa jurídica e redação de petições |
| Pequeno Porte | 28% | Automação de tarefas administrativas |
Encarando a nova realidade: adequando-se às novas regras da IA na advocacia
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A Resolução nº 06/2025 da OAB e o Provimento nº 145/2025 do CNJ estabeleceram exigências rigorosas de transparência e supervisão no uso da IA na advocacia. A OAB proibiu o uso de IA autônoma nos atos jurídicos, exigindo que a participação da inteligência artificial seja sempre acompanhada por um profissional habilitado e registrada na petição.
O objetivo é garantir a autoria e a responsabilidade ética dos advogados no uso dessas ferramentas.
O desafio para os escritórios é estruturar processos que assegurem conformidade com essas diretrizes. A pesquisa da OAB-SP aponta que apenas 35% dos profissionais relataram estar em conformidade total até dezembro de 2025.
Isso indica a necessidade de implementar controles para monitorar o uso da tecnologia e evitar sanções, que podem incluir multas e impacto reputacional.
Outro ponto importante é o combate ao “ghostwriting”. O uso da IA para redigir peças sem a declaração clara da autoria passou a ser passível de sanção. Os escritórios precisam educar suas equipes e estabelecer políticas internas para registrar e validar o uso da IA, garantindo supervisão técnica e ética.
O processo de adequação envolve esforços de governança, treinamento e, eventualmente, investimento em sistemas capazes de auditar o uso da inteligência artificial nos fluxos jurídicos.
- ✅ Supervisão obrigatória por profissional habilitado
- ✅ Registro obrigatório do uso de IA nas petições
- ✅ Política clara contra ghostwriting (uso não declarado)
- ✅ Auditorias internas frequentes para conformidade
- ⚠️ Risco de sanções em caso de não conformidade
- ⚠️ Investimento necessário em tecnologia e capacitação
OAB Resolução nº 06/2025: O que muda para os escritórios de advocacia?
A Resolução nº 06/2025 introduz obrigações que impactam diretamente os processos operacionais. A principal mudança é que o advogado não pode mais delegar à IA tarefas de composição e análise sem supervisão efetiva.
Além disso, qualquer documento auxiliado por IA deve conter menção explícita ao uso da ferramenta.
Isso exige mecanismos para rastrear e documentar o uso da inteligência artificial, ampliando a necessidade de sistemas integrados e transparência nos relatórios de produção jurídica.
Os escritórios devem também capacitar sua equipe para conhecer os limites éticos e técnicos dessas ferramentas.
Em síntese, a norma visa preservar a responsabilidade do advogado sobre o conteúdo gerado, evitando que a automação resulte em desgastes éticos ou inadvertência jurídica.
Quando a tecnologia encontra a conformidade: Casos de sucesso e fracasso
O uso responsável da IA na advocacia já gerou ganhos claros de produtividade e economia, mas também trouxe lições sobre as consequências da não conformidade com as normas.
Um escritório de médio porte conseguiu reduzir o tempo de revisão contratual em 60% ao implementar IA generativa, mantendo auditorias humanas rigorosas para garantir conformidade com a Resolução 06/2025.
Em outro caso, a aplicação da IA para due diligence em operações de fusões e aquisições resultou em uma economia de R$ 2,5 milhões em horas de trabalho. Apesar do sucesso operacional, o escritório foi autuado com multa de R$ 50 mil por não registrar inicialmente o uso da IA conforme as novas diretrizes — uma falha corrigida rapidamente após o incidente.
Esses exemplos mostram que, embora a tecnologia agregue valor, o retorno do investimento está atrelado à implementação rigorosa da conformidade. A falha em se ajustar legalmente pode causar impactos financeiros significativos e comprometer a reputação do escritório.
Para gestores, é essencial equilibrar inovação e regulação, adotando processos de governança que integrem tecnologia com controles éticos e jurídicos eficazes.
Olhando para o futuro: IA na advocacia pós-2025
O horizonte após as novas regulamentações indica uma maturidade crescente no uso da IA na advocacia. Com respaldo das regras da OAB e do CNJ, as aplicações de inteligência artificial tendem a ser cada vez mais éticas, controladas e eficazes.
O Conselho Nacional de Justiça reportou que 78% dos tribunais já adotaram sistemas de IA para triagem de processos, reduzindo o backlog em 22% nos Juizados Especiais, conforme o Relatório Justiça em Números 2025. Esse avanço reforça a tendência de digitalização inteligente e demonstra como o setor público pode liderar a incorporação responsável da tecnologia.
Para os escritórios, algumas tendências relevantes para os próximos anos incluem maior integração das ferramentas de IA com sistemas de gestão jurídica, crescimento de tecnologias locais que respeitam a privacidade e a LGPD, e o fortalecimento da parceria entre escritórios menores e plataformas que democratizam o acesso à automação.
Os gestores devem acompanhar essas evoluções e preparar suas equipes para ambientes híbridos, nos quais a inteligência humana e artificial caminham juntas. É fundamental respeitar limites éticos e legais para maximizar o retorno sobre o investimento.
- Expansão da IA assistida, com supervisão humana constante
- Maior adoção de modelos locais e controle de dados para LGPD
- Integridade e transparência nas práticas de automação jurídica
- Parcerias estratégicas para democratizar o acesso em escritórios menores
- Automação avançada em triagem, pesquisa e análise documental
- Crescimento da responsabilidade técnica e controles regulatórios
Tendências da IA na advocacia: O que esperar pós-2025?
O futuro da inteligência artificial no direito brasileiro estará pautado no equilíbrio entre inovação e conformidade. Escritórios que investirem em tecnologia alinhada às normas da OAB e CNJ estarão melhor posicionados para ganhos de eficiência, redução de custos e maior qualidade nas entregas jurídicas.
Contudo, é fundamental que os gestores considerem os riscos regulatórios, invistam em treinamento e estabeleçam governança clara. O uso correto da IA, combinado com supervisão humana, trará segurança jurídica e potencializará o retorno sobre o investimento.
Na prática, a inteligência artificial deixará de ser uma novidade para se tornar parte estruturante das operações jurídicas, desde que utilizada com responsabilidade e transparência.
Para saber mais sobre as normas que regulamentam o uso da IA na advocacia, consulte as fontes oficiais: OAB Nacional e CNJ – Justiça em Números 2025.


